quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Barca das Letras aporta na Comunidade Riacho(Ourém/PA)

Leituras, livros, arte-circense, contação de histórias e músicas fizeram a alegria da criançada

Fora Temer!

Incialmente: Fora Temer! Dito e registrado isto, vamos contar para vocês como foi a nossa segunda intervenção lúdica do ano. A Biblioteca Itinerante Infantil voltou à Comunidade Riacho, localizada na zona rural de Ourém(PA), na manhã ensolarada de sábado(17/9). A brincadeira aconteceu na sede da Associação dos Produtores de Açai do Riacho, gentilmente cedida pelos associados.

Após 10 km de estrada de chão que ligam a sede do município de Ourém(distante cerca de 200km de Belém) até a comunidade, fomos recepcionados calorasa e alegremente pelas crianças, que já nos esperavam ansiosas e com sorrisos largos na entrada da Associação. Logo nos ajudaram a desemBarcar os livros, a decoração da biblioteca, brinquedos, as brincadeiras, entre um abraço fraterno e outro. Rapidamente, mergulharam no mundo mágico dos livros e da leitura. Depois pintaram o sete e o Fora Temer!; sentaram para assistir a animada apresentação da Trupe Nós, os Pernaltas e da Palhaça Zitinha; continuaram sentadas ouvindo a contação de histórias da Janete Borges; cantaram junto com o Rande Frank; conversaram e conheceram nossa indígena Airy Gavião; pintaram a cara com as professoras Luciane Vasques e Glória; ganharam livros, gibis e cordéis do Tio Palhaço Ribeirinho, além de bombom e pirulito, que claro, foram jogados para o alto! Ah, também a comunidade recebeu uma doação de brinquedos(jogos educativos) para a posterior diversão e aprendizado da garotada!






A comunidade se uniu, mais uma vez, e ofereceu um delicioso café da manhã, lanche e almoço para todas as crianças e adultos presentes. Uma coisa linda, organizado pelas mães e avós das crianças e pelas funcionárias da Escola Municipal e do Posto de Saúde, numa verdadeira demonstração que educação é uma preocupação de todos da Comunidade, e, não só da Escola. Estão todos de parabéns pela participação e organização. Nossa gratidão e respeito!

Queremos muito agradecer:

1. nossos doadores de livros, gibis, brinquedos de Brasília/DF;
2. doadores de recuR$os financeiros - Thiago Duarte, compradores do Sebão da Barca Das Letras na Loja Airy Artes e Artesanatos(São Jorge-Chapada dos Veadeiros/GO), anunciantes do Blog Editais de Cultura.
3. Pousada Luar Lindo de Ourém(PA);
4. Fundação Cultural de Artes e Esportes Mundico e Manola(FUNCARTEMM);
5. nosso sempre parceiro, Arlindo Matos;
6. nossa articuladora-voluntária a dedicada professora Luciane Vasques, que sem o seu empenho e diálogo com a comunidade, não seria possível a realização desta Barca Das Letras no Riacho;
7. todos os moradores da comunidade que contribuíram para a realização da Barca Das Letras;
8. Professora Glória e seus alunos da comunidade vizinha que vieram brincar na Barca das Letras pela primeira vez;
9. Associação dos Produtores de Açai do Riacho;
10. Arte-educadores moradores de Belém: Lú Maués, Johnny Russel Cara de Folha, Musa, Janete Borges e Rande Frank. Moradora de São Jorge(Alto Paraíso/GO) a indígena Airy Gavião. Morador de Brasília(DF), Jonas Banhos.

Ano que vem retornaremos, com mais livros, alegrias e encantamentos! Té lá criançada amada! E Fora Temer! Fora Temer!
 http://barcadasletras.blogspot.com.brbarcadasletras@gmail.comtwitter @barcadasletras

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Agenda Barca das Letras - julho a dezembro/2016

Setembro

- 17 de setembro - Comunidade Riacho(Ourém/PA)
Atrações: Trupe Nós, Os Pernaltas; Palhaça Zitinha; Janete Borges(Contadora de Histórias); Rand Frank(cantor); Tio Palhaço Ribeirinho.



foto: Barca das Letras no Riacho/2015


- 18 de setembro - Comunidade Santo Antônio(Capitão Poço/PA)

foto: Barca das Letras no Santo Antônio/2015

Outubro

12 de outubro - Festa da Leitura Infantil no Igarapé das Mulheres - FLIGARAPÉ(Macapá-AP)

foto: Barca das Letras no Igarapé das Mulheres/2015


Novembro

- 17 a 19 de novembro - Feira de Ciências de Roraima(FECIRR) - Boa Vista/RR


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Doações para a Biblioteca Itinerante Barca das Letras em Brasília/DF - julho e agosto/2016


 

doação em 18/7/2016

- 145 livros de literatura infantil semi-novos e brinquedos. A doadora Paula da Asa Norte disse-nos que os livros foram lidos por sua filha Mariana, nos últimos dez anos.



- R$40,00 doados pelo Blog editaisdecultura.blogspot.com em razão de anúncio contratado. O saldo financeiro da Barca Das Letras agora é R$645,00.


doação em 23/7
- 186 gibis por morador da Asa Norte.


- R$400,00 doados pelo Sebão da Barca Das Letras em funcionamento dentro da Loja Airy Artes e Artesanatos, na Vila de São Jorge(Alto Paraíso-Chapada dos Veadeiros/GO). Agora o saldo da Barca das Letras é R$1.045,00 no dia 31/07/2016.


- R$300,00 doados pelo Thiago Duarte de Belém(PA).  Agora o saldo da Barca das Letras é R$1.345,00 no dia 02/08/2016.

- R$110,00 doado pelo Sebão da Barca das Letras em funcionamento dentro da Loja Airy Artes e Artesanatos, na Vila de São Jorge(Alto Paraíso-Chapada dos Veadeiros/GO). Agora o saldo da Barca das Letras é R$1.455,00 no dia 5/08/2016.

- R$136,00 doado pelo Sebão da Barca das Letras em funcionamento dentro da Loja Airy Artes e Artesanatos, na Vila de São Jorge(Alto Paraíso-Chapada dos Veadeiros/GO), em 7/9/16. Agora o saldo da Barca das Letras é R$1.591,00 no dia 5/08/2016.


Gratidão a todos!

Jonas Banhos
barcadasletras.blogspot.com.br
barcadasletras@gmail.com
(61)98355 7232-Jonas Banhos(whatsapp)
 
Envie pelos Correios:
Barca das Letras
Caixa Postal 785
CEP 71.510-970
Brasília/DF
 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Projeto leva leitura para crianças de comunidades afastadas

Como uma biblioteca itinerante, o Barca das Letras beneficia crianças ribeirinhas, indígenas e quilombolas


Barca das Letras
 

O Programa Nacional Jovem conversou com o amapaense Jonas Banhos, criador do Barca das Letras, projeto que leva leitura para crianças ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A iniciativa funciona como uma biblioteca itinerante infantil. De forma voluntária, o projeto atende comunidades afastadas do Amapá e região.

“Um dia, a leitura mudou a minha vida. Agora, ela mudará a vida desses meninos e meninas”, relata Jonas.

A iniciativa, que existe desde 2008, já beneficiou cerca de 50 munícipios, 70 comunidades e inclusive foi  premiada pelo Ministério da Cultura.

Conheça mais o projeto em: http://radios.ebc.com.br/nacional-jovem/edicao/2016-07/projeto-leva-leitura-para-criancas-de-comunidades-afastadas/ 

 O programa Nacional Jovem vai ao ar de segunda a sexta, às 14h (horário de Brasília), na Rádio Nacional da Amazônia, e às 12h (horário local) na Rádio Nacional do Alto Solimões. Você pode ouvir o programa no mesmo horário, ao vivo, aqui no site das Rádios EBC.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

"Jonas Banhos e os livros viajantes"

Sem pedir nada em troca, ele criou uma biblioteca itinerante que percorre todos os cantos do Brasil. A iniciativa permite que o amor pela leitura chegue até crianças quilombolas, ribeirinhas e indígenas
Hariane Bittencourt

_MG_1004

Jonas é um sujeito diferente. É daqueles que têm coragem de sair da zona de conforto. Parece ter superpoderes. É desses que inspiram, emocionam e contagiam até mesmo aos corações mais duros, com gestos que fazem renascer a esperança na humanidade. Aos 44 anos, o amapaense foi além do modelo social vigente. Com atitudes concretas, prova que quanto mais dá, mais recebe. Capitaneando um projeto que leva leitura para crianças ribeirinhas, indígenas e quilombolas, ele transforma o amor pela literatura em um sonho a ser realizado: o de que, um dia, todos os pequenos tenham acesso ao encantado universo dos livros.

Filho de Jonas e Maria Caetana, ele é o terceiro de quatro irmãos. Nasceu na cidade, mas sempre manteve os dois pés às margens do Rio Amazonas. Passou a infância ligado à vida das comunidades rurais do extremo norte do país. Tudo era muito simples, sem luxo algum. “Cresci navegando por essas águas, me aproveitando da pureza que é estar numa zona rural”, recorda. Quando menino, a diversão de Jonas era tomar banho de rio, comer fruta do pé das árvores e varrer o quintal da avó com uma vassoura de palha – da qual se lembra, em detalhes, até hoje.

Entre os presentes que ganhou da vida estão o amor dos familiares e a maior herança: o gosto pela leitura. “Como éramos pobres, a nossa riqueza era estudar. Meus pais sempre nos colocavam no meio dos livros”, diz. E quando o assunto é literatura, uma doce lembrança povoa a mente de Jonas. Ainda criança, ele via a felicidade chegar quando o pai o presenteava com gibis. Ali, de maneira inconsciente, nascia uma fulminante paixão pela leitura.

Daí em diante, não parou mais. A cada quinze dias, ele se deliciava com um clássico diferente e se encantava com a possibilidade de viajar para lugares inimagináveis sem o menor esforço físico. “A graça da leitura é que ela nos permite criar a própria história. As paisagens e a forma dos meus personagens são só meus”, destaca. Mas, junto com o fascínio pela literatura, Jonas trazia consigo uma inquietude de tirar a paz. Nunca suportou calado a realidade social posta. A pobreza extrema, a fome, a falta de oportunidades. Para ele, fechar os olhos diante dessas situações nunca foi uma possibilidade.

“Vivemos num mundo de exclusões, preconceitos, discriminação e desamor. Eu sempre achei que reclamar era muito pouco, queria agir”, afirma. E foi num desses momentos de insatisfação, em 2006, que Jonas decidiu transformar todo desejo em ação. Com a vida financeira equilibrada, mas com o coração angustiado, embarcou numa viagem que se tornaria decisiva. Comprou as passagens, arrumou a mochila e partiu para Machu Picchu, no Peru. Em 23 dias de aprendizado e enriquecimento espiritual, ele voltou certo de que daria início a um projeto que o faria retornar às origens.

Desde então, foram dois anos matutando sem parar. Ele reduziu gastos e diminuiu o padrão de vida. Juntou forças, dinheiro e coragem. Tirou uma licença do serviço público e se jogou de corpo e alma na recém-nascida Barca das Letras. “Comecei a ajudar esses povos que são invisíveis socialmente. Voltei para a minha terra e fui visitando comunidades tradicionais da Amazônia”, explica. A Reserva Extrativista do Rio Cajari, no Amapá, foi a primeira felizarda. Muito humilde e isolado, o local recebeu a Jonas de braços abertos.

Com a chegada dos livros, as crianças, tímidas e inocentes, distribuíam os mais sinceros sorrisos. Uma a uma se aproximavam, como quem conhece o que nem sequer existia. Cada exemplar doado foi arrecadado em Brasília e, depois, entregue à população ribeirinha. E o tempo passou veloz. O projeto se expandiu e foi premiado, inclusive, pelo Ministério da Cultura. Em 2011, Jonas regressou à capital do país seguro de que, nas comunidades visitadas, as coisas estariam sob controle. “Em cada local a gente cria um vínculo e deixa pessoas que continuam o trabalho de incentivo à leitura”, conta.

Hoje, a certeza de que a escolha por servir ao próximo foi a mais acertada é a garantia de um sono tranquilo para este amapaense. Em oito anos de dedicação, mais de 70 mil livros já foram doados e, pelo menos, 50 municípios foram atingidos por esta onda do bem. Comunidades dos quatro cantos do país já receberam, sempre de bom grado, intervenções da Barca das Letras. E sabe qual o melhor disso tudo? O brilho no olhar de cada um dos pequenos atendidos. “As mães contam que quando os filhos ouvem no rádio que nós vamos chegar, mal dormem. Essas crianças sabem que a gente traz o alimento para a alma, o mundo dos livros”, emociona-se.

Um dia, a leitura mudou a vida de Jonas. Agora, ele enxerga a mudança na vida desses meninos e meninas. É bem provável que, sem o projeto, grande parte deles jamais tivesse essa oportunidade. “Eu verei nascer, nessas comunidades, os futuros Chico Mendes que não serão enganados pelos destruidores da floresta. Mas também nascerão poetas, palhaços e cidadãos, que é o principal”, vislumbra. Titio palhaço ribeirinho, como é carinhosamente chamado pelos pupilos, mal sabe o bem que faz. O impacto desse trabalho vai fazer com que, desde já, floresça uma nova e encantadora geração de leitores.

Serviço
E então, se sentiu inspirado? A sede da Barca das Letras está em Brasília. Quer ajudar? Doe livros infantis, material escolar e, é claro, brinquedos! O projeto também aceita doações em dinheiro para se manter vivo.
Telefone: (61) 8355-7232
E-mail: barcadasletras@gmail.com
Endereço: CLN 113, Bloco A, Sala 95 (subsolo) - Brasília/DF


Fonte:
https://artefatojornal.wordpress.com/2016/06/17/jonas-banhos-e-os-livros-viajantes/

terça-feira, 31 de maio de 2016

Doações de livros e gibis para a Barca das Letras em Brasília/DF - maio/2016

Doações de livros infantis, livros para jovens e adultos, brinquedos e calçados feitos pelo Grupo do Xuxa e por uma doadora anônima, no mês de maio/2016:




Para doar:
(61)98355 7232 - tim/whatsapp - Jonas Banhos
barcadasletras@gmail.com

Envio pelos Correios para:
Barca das Letras
Caixa Postal 785
CEP 71.510-970
Brasília/DF

domingo, 8 de maio de 2016

Doe livros infantis e gibis para a Barca das Letras, em Brasília/DF



Doe livros infantis e gibis para a Biblioteca Itinerante Infantil Barca das Letras:
(61)8355 7232 - Jonas Banhos
barcadasletras@gmail.com
http://barcadasletras.blogspot.com.br/
twitter @barcadasletras

Envie doações pelos Correios:
Barca das Letras
Caixa Postal 785
CEP 71.510-970
Brasília/DF




“Meiquin ofi” dos oito anos da Barca das Letras


 


Tudo começa com a arrecadação de livros/gibis que serão deixados para as crianças lerem com calma, depois que a Barca das Letras partir para um novo porto de cultura viva. Mobilizamos, principalmente, leitores viventes em Brasília/DF para que façam suas doações para nossas amadas crianças que receberão carinhosamente a vivência da Barca das Letras. E sempre somos atendidos(e por isso somos gratos)!
 
Para o aniversário de oito anos da Barca das Letras na Aldeia Kiriri, os livros e gibis começaram a chegar a partir de dezembro/2015, após nossa última intervenção daquele ano. Durante quatro meses, nossos doadores nos encheram de encantarias maravilhosas, tendo sido arrecadados mais de duzentos livros e gibis. Todos seguiram pelos Correios até a sede do município onde está localizada a Aldeia Cajazeira Kiriri. Sim, porque os Correios, apesar de passar, obrigatoriamente, por dentro da Aldeia, não entrega as encomendas aos indígenas. É preciso deslocar-se até a Agência dos Correios de Banzaê para pegar os livros e gibis enviados. Ainda bem que temos um ótimo articulador local, o professor Dernival dos Santos, que sempre muito prestativo, pegou a moto e foi lá buscar as três caixas cheias de encantarias para as crianças, uma semana antes da data marcada para acontecer a brincadeira.

No dia 20 de abril à tarde, seguimos de avião de Brasília para Salvador, aonde chegamos às 17h. Do aeroporto, seguimos de ônibus para a Rodoviária. Véspera de feriado, rodoviária lotada! Ônibus interestaduais todos lotados! Consequência? Não conseguimos embarcar para a cidade mais próxima da aldeia(Ribeira do Pombal), distante 309 km de Salvador, onde havíamos planejado de dormir. Assim, o plano B foi tirado das mangas. Conseguimos a última passagem do ônibus que seguia para Serrinha, para onde partimos às 21 horas chegando meia noite. Seguimos direto, caminhando, para um hotel logo na esquina, o mesmo em que havíamos dormido(os voluntários Jonas Banhos e Sinvaline Pinheiro) na primeira viagem que fizemos(de carro) até os Kiriri, em 2012. Após o café da manhã, seguimos no primeiro ônibus até Ribeira do Pombal, chegando por volta das 11h. Da rodoviária, pegamos um táxi até a praça atrás da igreja, de onde saem os ônibus que passam por dentro da aldeia, a caminho de Banzaê. Mais uma vez, deu zebra(rss)! Fomos informados pelo vendedor de caldo de cana da praça que por conta do feriado(21/4), não haveria ônibus naquele dia... Plano C em ação: whatsappeamos para nosso articulador e sua querida esposa, Maria Dilza, que providenciou um “carro de um amigo indígena” para nos buscar na praça. Enfim, conseguimos chegar na aldeia por volta das 13h, ou seja, quase 24 horas depois de termos saído de Brasília, no dia anterior...

A mesa já estava posta com as iguarias Kiriri. Almoçamos; colocamos o papo em dia; matamos saudades; rimos um bocado; e celebramos a bela casa nova do casal amigo Kiriri. Após o almoço, um pulo no Colégio Índio Feliz para acertar os detalhes da brincadeira com a direção e professores. Em seguida, ida(na moto do irmão do Dernival) a Banzaê, para comprar as guloseimas para servir para as crianças. De volta pra casa, as crianças vizinhas começaram a chegar, para matar a saudade do tio, conversar e brincar um pouco, até a noite, quando recebemos, com muita alegria, a lua cheia despontando em cima da serra em frente à casa. Após a janta, seguimos para o quarto para uma bela dormida, com um friozinho gostoso do sertão baiano. Enquanto a generosa Maria, ficou até uma hora da manhã fazendo o bolo da Barca das Letras.
 

Ao amanhecer do dia 22 de abril, após o café da manhã, demos vida ao Tio Palhaço Ribeirinho e seguimos para o Colégio, logo em frente, com todas as caixas e mochilas cheias de encantarias para brincar com as crianças e celebrar os oito anos da Barca das Letras. Fomos recebidos com entusiasmo e muitos sorrisos largos pelas crianças, que já nos aguardavam ansiosas. Após rápida roda de conversa com os professores, começamos logo a brincar de ler os livros/gibis, pintar o sete, montar e desmontar quebra-cabeças, comer pipoca, cantar os parabéns e encerrar com a galinha gorda(1 kg de bombom jogado para o alto)! Foram quatro horas de muita amorosidade no ar!

À tarde descansamos; conversamos; recebemos algumas visitas dos amigos; e jantamos à noitinha. No dia seguinte(23/4), às seis da manhã seguimos de ônibus para Ribeira do Pombal. De lá, às oito e meia pegamos o ônibus rumo à Rodoviária de Salvador, chegando às 12h. Seguimos direto para o aeroporto. Às 17h embarcamos de volta para casa, em Brasília, chegando às 19h30.

Valeu o prazer de estar com os Kiriri nos oito anos da Barca das Letras!Viva!
 
 


Té a próxima criançada!


Abraços fraternos,


Jonas Banhos

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Barca das Letras comemora seus 8 anos com crianças Kiriri(Banzaê/BA)





Barca Das Letras completa 8 anos de leituras vivas. Comemoração aconteceu na Aldeia Kiriri Cajazeira(Banzaê/BA)

Com uma festa com direito a bolo, bombom, pipoca, cachorro quente com suco natural e distribuição de livros e gibis, as crianças do Colégio Estadual Índio Feliz comemoraram com muita alegria os oito anos de vida da Biblioteca Itinerante Infantil Barca das Letras. Durante toda a manhã de sexta-feira (22 de abril) o Tio Palhaço Ribeirinho , juntamente com os professores e funcionários do Colégio, mergulharam as crianças no universo mágico da leitura viva e dos livros, por meio de contação de histórias, pinturas e jogos/brinquedos educativos. Ao final, foram distribuídos 200 livros/gibis, sendo metade para as crianças levarem para suas casas e, a outra metade, ficou na biblioteca do Colégio, juntamente com os brinquedos e uma caixa de material escolar.

Esta primeira ação do ano só foi possível graças aos doadores de livros/gibis/brinquedos/material escolar em Brasília; aos doadores de recursos financeiros(Thiago Duarte; Airy Gavião Artes e Artesanatos; Blog Editais de Cultura; Jonas Banhos) que financiaram as despesas da viagem/intervenção de aproximadamente R$1.500,00; articuladores locais/anfitriões Dernival Dos Santos e Mary Dilza Kiriri que acolheram com muito carinho o arte-educador Jonas Banhos e organizaram a brincadeira; aos funcionários/professores do Colégio Estadual Índio Feliz, em especial ao auxiliar administrativo Aparecido Oconner Kiriri, pelo apoio e participação.



 










 

























A Barca das Letras
Desde 2008 a Barca das Letras navega pelos rios da Amazônia, sertão nordestino e cerrado central distribuindo livros, leituras, alegrias e poesias para crianças viventes em comunidades originárias e tradicionais. Em oito anos de vida, a Barca das Letras já realizou mais de duzentas intervenções lúdicas em mais de setenta comunidades/eventos de treze Estados brasileiros e em La Paz, na Bolívia. A biblioteca vive de doações de moradores de Brasília e dos Estados por onde passa e conta com a ajuda de dezenas de voluntários que ajudam amorosamente com seus talentos nas intervenções e nas campanhas de arrecadação de livros/recursos financeiros para a manutenção e circulação da Barca das Letras. Em 2010 ganhou o prêmio Tuxaua Cultura Viva e em 2014 o Prêmio Leitura para Todos - Projetos Sociais de Leitura, ambos do Ministério da Cultura.
 
Somos gratos a todos!Té a próxima!


Contatos/doações:
barcadasletras.blogspot.com.br
https://www.facebook.com/barca.dasletras
barcadasletras@gmail.com
(61)8355 7232 whatsapp